" (...) eu via tudo o que passava diante de mim, — flagelos e delícias, — desde essa coisa que se chama glória até essa outra que se chama miséria, e via o amor multiplicando a miséria, e via a miséria agravando a debilidade. Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que inflama, a inveja que baba, e a enxada e a pena, úmidas de suor, e a ambição, a fome, a vaidade, a melancolia, a riqueza, o amor, e todos agitavam o homem, como um chocalho, até destruí-lo, como um farrapo. Eram as formas várias de um mal, que ora mordia a víscera, ora mordia o pensamento, e passeava eternamente as suas vestes de arlequim, em derredor da espécie humana. A dor cedia alguma vez, mas cedia à indiferença, que era um sono sem sonhos, ou ao prazer, que era uma dor bastarda. Então o homem, flagelado e rebelde, corria diante da fatalidade das coisas, atrás de uma figura nebulosa e esquiva, feita de retalhos, um retalho de impalpável, outro de improvável, outro de invisível, cosidos todos a ponto precário, com a agulha da imaginação; e essa figura, — nada menos que a quimera da FELICIDADE, — ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, e o homem a cingia ao peito, e então ela ria, como um escárnio, e sumia-se, como uma ilusão. "
Memórias Póstumas de Brás Cubas
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
"Comprar uma fazenda e fazer filhos talvez seja
uma maneira de ficar para sempre na Terra. Porque discos, arranham e quebram." (Cazuza)
Às vezes me pergunto: por que é que nascemos? E... o que faz uma parte dos humanos vivos amar esse fato e outra parte odiá-lo; e, de modo triste e arrependido, repetir essa primeira pergunta inúmeras vezes ao longo da vida?
A gente vive, sobrevive, ocupa a mente, trabalha, estuda, faz o que os outros fazem. Uns aceitam o que lhes é dito, outros tentam descobrir a verdade do universo... Mas no fim, ninguém tem certeza de nada.
Maravilhoso é admirar as estrelas.. que estão longe e são tão belas quanto inalcançáveis. Bom mesmo é ouvir o som do silêncio. Ficar sozinho pra não se machucar. Imaginar como é o fim do arco-íris. Acreditar no invisível.. afinal, a visão é só uma criação do cérebro humano. Ter sonhos malucos. Não ter medo de sentir dor. Dormir.
"A gente corre, corre... Mas o bom mesmo é ficar sentado"
Isso não fez muito sentido. Mas o que faz, nesse mundo?
Às vezes me pergunto: por que é que nascemos? E... o que faz uma parte dos humanos vivos amar esse fato e outra parte odiá-lo; e, de modo triste e arrependido, repetir essa primeira pergunta inúmeras vezes ao longo da vida?
A gente vive, sobrevive, ocupa a mente, trabalha, estuda, faz o que os outros fazem. Uns aceitam o que lhes é dito, outros tentam descobrir a verdade do universo... Mas no fim, ninguém tem certeza de nada.
Maravilhoso é admirar as estrelas.. que estão longe e são tão belas quanto inalcançáveis. Bom mesmo é ouvir o som do silêncio. Ficar sozinho pra não se machucar. Imaginar como é o fim do arco-íris. Acreditar no invisível.. afinal, a visão é só uma criação do cérebro humano. Ter sonhos malucos. Não ter medo de sentir dor. Dormir.
"A gente corre, corre... Mas o bom mesmo é ficar sentado"
Isso não fez muito sentido. Mas o que faz, nesse mundo?
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