segunda-feira, 27 de junho de 2011

Every Rose Has It's Thorn


 Hoje, é aniversário de uma amiga minha, muito querida. Como não passaria o dia com ela, decidi mandar flores, mandei rosas salmon, por sinal muito bonitas. Aliás, que rosa não é bonita?
 Quando eu e minha mãe estávamos saindo da floricultura, a moça que nos atendeu nos deu duas rosas. Para mim, uma salmon e para ela, uma amarela.
 Num belo momento de falta do que fazer, comecei a analisá-las, e a perceber que a flor que eu ganhei tinha muito a ver comigo, e a que a minha mãe ganhou, com ela.
 A minha tinha umas folhas maiores, outras menores, muitas estavam tortas e algumas caídas, algumas sépalas estavam em pé, e outras caídas, além de que as pétalas ainda estavam desabrochando. A da minha mãe tinha folhas de tamanho e distribuição regulares, ou seja, toda já formada e proporcional. As lindas pétalas amareladas já haviam desabrochado quase totalmente, porém as sépalas estavam quase todas murchas.
  A irregularidade da rosa salmon, que não era mais um botão, mas ainda não estava madura, se relaciona diretamente comigo, assim como a regularidade e a maturidade da flor amarela de relaciona com a minha mãe. As sépalas caídas demonstrariam o cansaço e a disposição de cada uma para a vida.
 Tudo isso é só uma comparação. Como diz o meu professor Alessandro, a gente só tem que ter três capacidades: a de observar, comparar e concluir. Para ele, " nada nesse mundo se cria, tudo de copia ", ou seja, tudo nesse mundo se repete, num fluxo contínuo onde só os detalhes variam. E eu concordo plenamente, tudo não passa de uma repetição que só precisa ser observada.

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