Chega uma hora da vida, mais cedo ou mais tarde, em que você atinge um certo estado de consciência.
Começa a ver as coisas de outro jeito, principalmente as coisas fúteis, pequenas e passageiras, e a perceber que tudo pode ter outro sentido, tudo é incerto.
Começa a entender alguns porquês, e esse pode ser o início do que se chama de paz interior.
Teme-se menos a morte, apesar de não entendê-la ainda.
Percebe como é limitado, e como isso mostra que o ser humano é mínimo. Tão pequeno, que sua inconsciência é maior que a consciência.
O homem pode resgatar tudo: dinheiro, casa, carro, casamento, 'felicidade', status, respeito, confiança, estado emocional. Só não pode resgatar o bem mais precioso que existe: o tempo.
Estes seres não creem no invisível, no intocável, muito menos no inexplicável, mas muitos deles afirmam, com toda a intelectualidade poética que caracteriza o desejo de entender as coisas: "o essencial é invisível aos olhos".
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