terça-feira, 6 de março de 2012

Explica a grande fúria do mundo?

    Tenho uma vontade imensa de ter filhos, mas ainda vou pensar muito bem se convém colocá-los num mundo de sofrimento, angústia, egoísmo, falsidade e desconfiança, com apenas poucas pitadas de amor. Inseri-los em meio a este sistema em que temos que lutar para viver dignamente. Como vou ter coragem de fazer isso com a(s) única(s) pessoa(s) que vou amar de verdade? (Sim, o único amor verdadeiro é o de uma mãe por um filho). Parece um paradoxo. Pensar só por mim e este meu sonho, é egoísmo. Não quero absorver esse mal produto do mundo. Tenho medo de um dia ele sentir como se não quisesse ter nascido, assim como muitas vezes eu faço.
    Algo que eu acho errado é o conceito de infância, em que se esconde, no início da existência de uma pessoa, o que é a vida de verdade. E então, na adolescência, se descobre em míseros cinco anos, como o mundo é. Triste e real. Real e triste.


"Ela se jogou da janela do quinto andar, nada é fácil de entender."



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